SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
O CONCEITO DE SURDOCEGUEIRA
Surdocegueira é uma condição que
apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela
surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da
surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indicaria uma diferença, uma condição
única e o impacto da perda dupla é multiplicativo e não aditivo.
Para
McInnes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única
que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e
um sistema para dar este suporte. O referido autor subdivide as pessoas com
surdocegueira em quatro categorias:
·
Indivíduos
que eram cegos e se tornaram surdos;
·
Indivíduos
que eram surdos e se tornaram cegos;
·
Indivíduos
que se tornaram surdocegos;
·
Indivíduos que nasceram ou adquiriram
surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver
linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a
qual possam construir uma compreensão de mundo.
Classificação de acordo com a: intensidade das perdas
·
Existência de um resíduo auditivo e de um
resíduo visual;
·
Surdez total e resídua visual;
·
Resíduo auditivo e cegueira total;
·
Surdez e cegueira totais.
Tipos
·
Cegueira congênita e surdez adquirida;
·
Cegueira e surdez adquiridas;
·
Surdez congênita e surdez adquirida;
·
Baixa visão com surdez congênita ou
adquirida;
·
Cegueira e surdez congênitas
As
causas da surdocegueira podem ser acidentes graves; a condição genética da
síndrome de Usher (as manifestações clínicas desta síndrome incluem a surdez,
que se manifesta logo no início da vida e a perda visual que ocorre,
geralmente, mais tarde) e surdocegueira congênita resultante de doenças como a
rubéola ou de nascimentos prematuros.
Classificação de acordo com a época de
aquisição:
Surdocego pré-linguístico:
classifica-se como aquele que apresenta a surdocegueira congênita (no período
gestacional), após o nascimento, mas antes da aquisição da linguagem ou surdez
antes da aquisição da linguagem e posterior cegueira.
Surdocego
pós-linguístico: classifica-se assim, aquele que adquiriu surdocegueira após a
aquisição da linguagem ou cegos com posterior surdez.
Comunicação da Surdocegueira
Os
surdocegos possuem diversas formas para se comunicar com as outras pessoas. A
LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação dos
portadores de deficiência auditiva, pode ser adaptada aos surdocegos
utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um
intérprete, o portador de surdocegueira pode sentir a vibração de sua voz e
entender o que está sendo dito, esse método de comunicação é chamado de Tadoma.
Também é possível para o surdocego escrever na mão de seu intérprete utilizando
um alfabeto manual ou redigir suas mensagens em sistema Braille (língua formada
de pontos em relevo criada para a comunicação das pessoas cegas). Existe ainda
o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo e o sistema
pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.
Alfabeto
manual - Consiste em fazer, com a mão, um sistema de signos
sobre a palma do interlocutor. São variados os códigos adotados nesse
procedimento; a forma mais usual é aquela onde cada letra é representada pelas
diferentes posições dos dedos e da mão.
Língua
de Sinais - Consiste em uma forma de comunicação construída no espaço
através de configurações das mãos em movimentos diferentes e pontos de contato
no corpo.
Tadoma
- Método de linguagem receptiva onde a pessoa surda-cega, através do tato,
decodifica a fala do seu interlocutor. Consiste em colocar a mão no rosto do
locutor de tal forma que o polegar toque, suavemente, seu lábio inferior e os
outros dedos pressionem, levemente, as cordas vocais. Este procedimento
possibilita a interpretação da emissão dos sons através do movimento dos lábios
e da vibração das cordas vocais.
Sistema
Braille - Sistema de escrita e leitura tátil criado por Louis
Braille, em 1824. Ainda aluno da "Instituition des Jeunes Aveugles",
em Paris, o jovem cego Louis inspirado na "grafia sonora", idealizada
pelo Capitão de Artilharia Carlos Barbier de la Serre, inventou o Sistema,
ainda hoje utilizado, com pequenas modificações, em todo o mundo. Consiste no
arranjo de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. As
diferentes posições desses seis pontos permitem a representação de todas as
letras do alfabeto, dos sinais de pontuação, dos símbolos da matemática, da
música e outros.
PESSOA COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA (DMU)
São consideradas pessoas
com deficiência múltipla aquelas que “têm mais de uma deficiência associada”. “É
uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando
associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o
funcionamento individual e o relacionamento social”. (MEC/SEESP, 2002).
Comunicação
Todas
as interações de comunicação e atividades de aprendizagem devem respeitar a individualidade
e a dignidade de cada aluno com deficiência múltipla. Isto se refere a pessoas
que possuem como característica a necessidade de ter alguém que possa mediar
seu contato com o meio. Assim, ocorrerá o estabelecimento de códigos comunicativos
entre o deficiente múltiplo e o receptor. Esse mediador terá a responsabilidade
de ampliar o conhecimento do mundo ao redor dessa pessoa, visando a lhe
proporcionar autonomia e independência.
Posicionamento
É
indispensável uma boa adequação postural. Trata -se de colocar o aluno sentado
na cadeira de rodas ou em uma cadeira comum ou, ainda, deitado de maneira
confortável em sala de aula para que possa fazer uso de gestos ou movimentos
com os quais tenham a intenção de comunicar-se e desfrutar das atividades
propostas. Não se pode esquecer, por exemplo, que muitas vezes o campo visual
do aluno ou mesmo sua acuidade visual poderão influenciar os movimentos
posturais de sua cabeça, pois irá tentar buscar o melhor ângulo de visão ,aproveitando seu resíduo visual,
inclinando-a ou levantando-a. Esses movimentos poderão sugerir que a pessoas
não está na melhor posição. Isso, porém, é um engano, pois na verdade ela pode
estar adequando sua postura.
Necessidades Básicas
das Pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla
As
pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves
problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como
tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do
uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.
Mesmo quando a deficiência predominante não é
na área intelectual, todo trabalho com o aluno com deficiência múltipla e com
surdocegueira implica em constante interação com o meio ambiente. Este processo
interacional é prejudicado quando as informações sensoriais e a organização do
esquema corporal são deficitárias. Prever a estimulação e a organização desses
meios de interação com o mundo deve fazer parte do Plano de AEE.
Os espaços escolares e sua organização
precisam refletir a vontade de incluir, não só com construção de rampas,
banheiros acessíveis, sinalização e alargamento de corredores, mas com posturas
pedagógicas que incentivem a livre circulação de todos os alunos e,
especialmente, das pessoas com deficiência.
·
Uma escova de dente qualquer (que não é a
mesma que a pessoa com surdocegueira utiliza para escovar os dentes) permite
simbolizar aquela que é usada para fazer a higiene bucal, a esta ação chamamos
de objeto de referência desnaturalizado.
·
A criança precisa internalizar e perceber
que se pode dar nome a tudo, tornando sua comunicação mais simbólica
Caixas de Antecipação
As caixas de antecipação devem ser utilizadas
com crianças que ainda não têm nenhum sistema formal de comunicação. Ela
permite conhecer os primeiros objetos de referência que anteciparão as atividades
e o conhecimento das primeiras palavras.
Calendários Os calendários são
instrumentos que favorecem o desenvolvimento da noção de tempo e que ajudam os
alunos a estabelecer e compreender rotinas. Os calendários também são úteis no desenvolvimento
da comunicação, no ensino de conceitos temporais abstratos e na ampliação do vocabulário,
conforme Maia et AL (2008).
Tipos de Calendários
·
Sistema de calendário confeccionado com um
varal móvel preso no móvel por ventosas os objetos de referência são pendurados
por um pregador plástico que tem um movimento acessível para o aluno com
problema motor.
·
Objetos: colher e um saco plástico contendo
pasta e escova de dente.
· A
disposição deste calendário favorece a estimulação viso motora do aluno (Fonte:
Ahimsa, 2003)
Deslocamento em
Trajetos Curtos e Longos, em Ambiente Escolar e na Sala de Recursos Multifuncionais.
·
Identifique-se para o aluno, mostrando seu
objeto de referência, aproximando-se dele e permitindo que perceba, se você tem
um perfume familiar, tocando-o levemente.
·
Tenha atitude de comando clara, precisa e tranquila
ao ajudá-lo na sua rota.
·
Alerte o aluno sobre situações que possam
apresentar riscos, causar constrangimentos e contratempos.
·
Dê pistas da sua aproximação e do seu
afastamento em relação ao aluno.
·
Utilize a técnica do guia vidente quando
necessário.
·
Sinalize a rota para que ele tenha
autonomia e curiosidade para se desloca
Adequações Visuais
ILUMINAÇÃO
·
Os alunos com Surdocegueira e com
deficiência múltipla que tem baixa visão precisam do máximo de contraste
possível entre os materiais que lê e o ambiente. Existem, no entanto, outras
condições que exigem uma quantidade menor de luz ambiente (como por exemplo; o
albinismo - falta de pigmentação nos olhos e que pode afetar a visão no que diz
respeito à luz - e a sensibilidade). A luz solar pode ser utilizada. Ela
funciona bem para alunos com baixa visão, ao contrário da luz fluorescente, que
é a menos apropriada, porém ela é a mais comum em salas de aula. Recomenda-se o
uso das lâmpadas incandescentes.
POSIÇÃO E DISTÂNCIA
A
avaliação da visão residual do aluno demonstra a que distância e em que posição
ele consegue enxergar melhor os objetos e as outras pessoas. Além disso,
potencializa a aprendizagem, se o professor se certificar de que os materiais e
os alunos estejam numa posição favorável, eficiente e confortável. Diferente de
um aluno com surdocegueira que devido à síndrome de Usher, em geral, possui boa
visão central, eles devem se sentar do meio para o fundo da sala, nas fileiras
centrais, pois nessa posição irão virar-se menos em direção aos colegas para
receber alguma informação e conseguirão ver bem o professor
O USO DO QUADRO NEGRO OU LOUSA
A maioria dos professores usa a lousa preta,
ou verde ou a branca em suas aulas, o que pode fazer com que os alunos com baixa
visão tenham prejudicada a visibilidade das informações escritas. Isso caso não
estejam sentados em lugares estratégicos e a escrita do professor não siga
determinadas regras, como as sugeridas por Hicks & Hicks (1983). Este autor
afirma e recomenda que, para ter uma leitura fácil, deve se utilizar letras
maiúsculas, tendo entre seis a oito centímetros de altura. As lousas devem ser mantidas
limpas para maximizar o contraste. Segundo PrickettPrickett (1991), a lousa
negra com o giz amarelo é a melhor, pois oferece um melhor contraste para a
maioria dos alunos com baixa visão.
MOVIMENTAÇÃO DO PROFESSOR
O
professor geralmente anda por toda a sala, o que muitas vezes, para os alunos
com surdocegueira e/ ou com deficiência múltipla torna-se um desafio, pois eles
não conseguem seguir as orientações tanto visuais quanto auditivas que o
professor está dando para todos. É necessário lembrar-se dos locais que
produzem reflexos e tentar evitá-los. O
professor deve verificar se o guia-intérprete ou instrutor mediador do aluno
com surdocegueira ou com deficiência múltipla consegue acompanhar o ritmo da
comunicação principalmente se esta for rápida. Ele pode lembra os alunos de falarem
um de cada vez, colaborando com a participação do colega que não acompanha
espontaneamente a discussão visual nem auditivamente.
MATERIAL DIDÁTICO: CARACTERÍSTICAS
VISUAIS
Os
materiais didáticos em geral são visuais, auditivos ou uma combinação dos dois:
figuras, fitas de vídeo e áudio, filmes, CD, materiais escritos e outros.
Segundo Lowell e Quinsland (1973), ao trabalhar com alunos com surdocegueira,
verificou que eles preferiam materiais impressos e manuseáveis; informação
escrita na lousa; fitas de vídeo e slides coloridos; transparências coloridas e
em preto e branco. Os alunos preferiram os materiais que podiam usar de perto,
elegendo por último os materiais que podem ficar mais distantes e que requerem
o uso da visão.
ALTERAÇÕES
NO TAMANHO
Figuras
pequenas ou grandes demais ,dependendo das necessidades visuais do aluno, são
difíceis de serem identificadas, tornando-se, muitas vezes, necessário que
sejam levadas para mais próximo ou mais longe do seu campo visual. Portanto,
não é muito indicado utilizar figuras que sejam de difícil interpretação visual
e/ou com muitos detalhes.
ALTERAÇÕES NA COMPLEXIDADE
Figuras
com muitos detalhes e com movimento(imagens de computador, fitas etc.) são mais
difíceis de serem identificadas. Para alunos com baixa visão, é preferível que
sejam simplificadas Observação: quando
os filmes não são possíveis de serem adequados, é importante fazer a transcrição
fiel do que ocorre nas imagens (descrição visual) ou, se for legendado, passar
as legendas pausadamente. Para o aluno
com surdocegueira é preciso garantir, através do guia-intérprete ou do
professor, que ele tenha todas as informações das ilustrações, slides, filmes
etc. No caso dos alunos com deficiência múltipla com comprometimento motor ou
intelectual, a mesma observação é pertinente, principalmente com relação ao
tempo de processamento da informação.
MATERIAIS ESCRITOS
As
adequações dos materiais escritos são feita no sistema Braille, os quais devem
ser ampliados. Alunos com surdocegueira e com deficiência múltipla que são
cegos precisarão do sistema Braille para acompanhar as aulas. Pode-se
transcrever os materiais no sistema Braille.
OUTROS RECURSOS PARA
ADEQUAÇÕES VISUAIS
Alguns
alunos com baixa visão funcional são beneficiados por adequações feitas aos
materiais impressos, à lousa, aos relógios, entre outros. Podem ser feitas
modificações sem recomendações específicas, por meio de uma avaliação funcional
da visão, que é: A observação do desempenho
visual do aluno em todas as atividades diárias, desde como se orienta e se
locomove, se alimenta, brinca, até como usa a visão para realizar tarefas escolares
ou práticas. A avaliação funcional da visão revela dados qualitativos de observação
informal sobre: o nível de desenvolvimento visual do aluno, o uso funcional da
visão residual para as atividades educacionais, da vida diária, orientação,
mobilidade e trabalho, a necessidade de adaptação à luz e aos contrastes,
adaptação de recursos óticos, não-ópticos e equipamentos de tecnologia avançada
(BRUNO, 1997, p.8-)
POSICIONAMENTO
Um
aluno com surdocegueira ou com deficiência múltipla que tenha resíduo auditivo
deve sentar-se em um lugar que lhe proporcione acesso às fontes de som mais importantes.
Em se tratando de um aluno com deficiência múltipla com comprometimento motor(Paralisia
Cerebral), seu bom posicionamento será fundamental para alcançar melhores
resultados na aprendizagem.
GUIAS-INTÉRPRETES,
INSTRUTORES MEDIADORES E MONITORES.
Geralmente
os alunos com surdocegueira ou com deficiência múltipla recebem dos ambientes
escolares comuns as informações necessárias, principalmente auditivas, com a
assistência de outra pessoa. A maioria precisa de ajuda para obter as informações
completas para compreender a comunicação e participação efetivamente das ,ou seja,
receber as informações no seu sistema de comunicação. Para esses alunos, são
necessários os serviços de: guia-intérprete e de instrutor-mediador, para guiar,
interpretar e mediar a comunicação. Os monitores podem apoiar em atividades
extras salas.
TECNOLOGIA ASSISTIVA
·
Independência
·
Qualidade de Vida e inclusão social
·
Ampliar a comunicação
·
Ampliar a mobilidade
·
Ter controle do ambiente
·
Dar apoio as habilidades para o trabalho
SISTEMAS LOOPS
Sistema
de radio frequência que serve para amplificar o som para a pessoa com deficiência auditiva ou surdez.
Pode ser instalado na sala de aula, em auditórios etc.
TELEFONE PARA PESSOAS COM
SURDEZ
Usado
com fone do telefone fixo. Também existe com impressora e mostrador visual
ampliado, tendo o teclado igual ao de um computador.
ORGANIZAÇÃO DA SALA DE
AULA
As
adequações físicas feitas mais frequentemente são:
·
Marcação ou organização de cantos temáticos
na sala de aula;
·
Cortinas que abafam sons externos; e
·
Telhas, matérias de construção, divisores
de madeira ou painéis de parede que abafam sons.
Referência:
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla. – Coletânea UFC-MEC/2010. • IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar .

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Célia podemos observar que após leituras e mais leituras, chegamos a conclusão da importância do professor do AEE e da sala comum na vida escolar do publico alvo ao qual estamos trabalhando, o exposta no seu trabalho nos revela isso, quando fala-se na organização da sala, da movimentação do professor. E uma necessidade necessária da especialização para todos os professores envolvidos na vida dos alunos aqui trabalhados.
ResponderExcluirAbraços!
Olá Celia, a sua postagem está ótima. Relacionou os tipos de comunicação de forma minuciosa e bem clara, sabemos que a comunicação é um elemento muito importante para as pessoas com DMU e Surdocegueira.
ResponderExcluirParabéns Célia pelas informações passadas, como elas irão nortear práticas mundo a fora, entender como esses sujeitos se relaciona consigo mesmo e a possibilidades de se relacionar com meio é essencial para o seu desenvolvimento como pessoa humana. bjs
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